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10/12/2004 06:19
Pois é galera, daqui a bem pouco tempo vai tá rolando o site,ok?Não esqueçam: www.feiramodernazine.com !
Niterói é Rock!
4/12/2004
Convés (Niterói/RJ)
SEU MIRANDA XEROLFTALMIA BENDIS THE FEITOS
Mais uma tarde de sábado com show no Convés. Desta vez não tinha desculpa pra galera não chegar junto. O único evento, além deste, seria em São Gonçalo e bem mais tarde. Logo, tivemos casa cheia, né? Nem tanto... Tudo bem que o público presente não foi dos piores. Mas sempre fica aquela idéia de que poderia ter aparecido mais gente. De qualquer forma, vamos ao que rolou no palco do Convés, né?
Os primeiros a subir ao palco foram o pessoal do Xeroftalmia. Banda de Jacarepaguá. A garotada, que já tem demos e um cd lançados mostrou um som que transita entre o hc melódico e os sons de Seatle. Sendo a influência de Nirvana & cia. evidenciada num cover do próprio Nirvana. O show parece ter agradado a galera que começava a dar as caras no lugar. Em seguida foi a vez dos locais do Seu Miranda. Com cd recém lançado e uma certa projeção na mídia local a banda aposta em um som com pitadas de hc, ska e letras bem humoradas. Quem curte o filão curtiu o show dos caras que contou até com versão para uma música do, acreditem, Tiririca. Com mais tempo de estrada, logo em seguida foi a vez do Bendis fazer um bom show. E a cada vez que confiro um show dos caras sinto as influências de surf music ficarem mais evidentes. Bom show. Em seguida foi a vez da cruza de Jovem Guarda com Rock de Garagem do The Feitos subir ao palco para fechar a noite.
No final podia-se dizer que o público foi até bom. Pena rolar hora pra encerrar os eventos no espaço. Se a coisa rolasse madrugada adentro, com certeza a galera chegaria em maior número. Saldo positivo e que venham outros. Mais bandas de fora, bandas novas locais surgindo, enfim. Que venha algo...
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
30/11/2004 04:42
Pois é pessoal, mesmo que o pessoal do Circo Voador não tenha lá muita consideração por fanzines (o que me espanta, já que o Circo é um palco históricamente aberto para o novo, para o independente...) nós estivemos por lá e presenciamos um momento histórico para o Rock nacional. Mais uma volta da Plebe Rude, dessa vez cxontando com clemente do Inocentes. E abertura de nada mais nada menos que Queers. Como foi? Inesquecível! Não esqueçam que em janeiro estaremos em www.feiramodernazine.com !
Plebe Rude
Abertura: Queers
27/11/2004
Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)
O show prometia, e muito. Mais uma volta da Plebe Rude (ao que parece, agora, definitiva). Uma das poucas bandas do cenário nacional que merece ser respeitada. Tudo bem que sem a formação clássica. O vocalista Jander e o batera Gutje ficaram de fora dessa volta. Ao menos um desses desfalques foi suprido com uma participação no mínimo ilustre, por assim dizer. Nada mais que Clemente, líder do Inocentes, dividindo o palco com Phelippe Seabra e cia. Já pensou? No mínimo histórico, né? Só quer não parou por aí: De quebra, a abertura ficou a cargo dos californianos do Queers. Clássica banda de punk Rock bubleggum passando pela segunda vez por terras brazucas. Mais que suficiente, né?
E lá vamos nós... Pra começar, quem achou que o Queers não teria público pra conferir seu show se enganou redondamente. Quem levou fé na história de que os caras não abriam show pra ninguém se enganou também, já que os caras foram os primeiros a pisar no palco do Circo Voador. E é mais ou menos o seguinte: Que show foi aquele??? Uma senhora apresentação que, se foi um pouco longa demais, levou os fãs da banda ao paraíso. Destaque para a performance do baixista que parecia se divertir tanto quanto a galera na roda lá em em baixo. Um belo show de punk Rock a lá Ramones que teve seu final em grande estilo com nada mais, nada menos que Rock Away Beach. Pogo na galera e diversão em cima e em baixo do palco. Excelente!
E era chegada a hora. Mais de vinte anos separavam o primeiro show da Plebe aqui no Circo Voador, ao lado do também clássico Olho Seco num distante 1983. E agora, anos, discos, e formações depois a Plebe Rude voltava ao palco por onde a história do Rock brasileiro passou a décadas atrás. E tendo em seu line up simplesmente o líder dos Inocentes. Chega de enrolar, né? De cara, Brasília. A roda se abria e começava a ser escrita uma página na história recente do Rock nacional. Clemente mostrou uma senhora presença de palco e a banda segurou o público com a segurança peculiar a uma banda com vinte e poucos anos de história e dois dos front mans mais importantes do Rock bnrazuca. Vieram Bravo Mundo Novo, Luzes, Este Ano, Censura, Códigos, A Ida, Mentiras Por Enquanto, Jhonny Vai A Guerra, Minha Renda, Sexo E Karatê, Proteçã ( com direito a Pátria Armada, do Inocentes e Ódio às Tvs do Coquetel Molotov no meio e tudo!), enfim. Incrível! No bis, tentar imaginar aí: Pânico em SP (clássico absoluto da banda do sr. Clemente) e, óbvio, Até Quando Esperar. Um final fantástico para um show inesquecível.
E chegamos ao fim. Uma noite que já faz parte da história do Rock nacional. O público, ao meu ver, não foi de longe o que a data merecia. Estava cheio, mas faltou muito para estar totalmente abarrotado de gente como deveria. Que seja, estamos no Rio e as coisas aqui já não são como deveriam (ou poderiam) faz tempo. De minha parte? Me diverti como a muito tempo não me divertia e saí do Circo Voador com a sensação de ter conferido um dos melhores shows da minha vida. E pro desavisado que após o show do Queers disse que ...mas a Plebe é tranqüilo, ninguém vai abrir roda. O pessoal vai ficar parado só vendo...: Lamento amigo. A Plebe Rude é nada mais nada menos que um dos nomes mais importantes do Punk Rock nacional. E ainda que a garotadinha underground (emo, hc, stragth, ou o raio que o parta) não faça idéia da importância do nome Plebe Rude (muitos foram embora, ou esqueceram o palco depois do Queers... ignorância, prepotência e falta de respeito para com quem realmente merece infelizmente são caractristicas da geração roqueira de hoje), os caras foram simplesmente arrasadores e deram uma aula de punk Rock para os presentes que, como eu, assistiam a tudo aquilo embasbacados. Mais uma vez: A Plebe tá de volta!!! Viva a Plebe Rude!!!
Rafael A.
Info: www.circovoador.com.br
enviada por Feira Moderna Zine
24/11/2004 01:41
Mais um show no Convés, e mais uma vez aquela sensação de que as coisas já foram bem mais legais por aqui. Pode mudar? Nos últimos tempos tenho começado a duvidar disso. Pois bem, por aqui continuamos. Podem estar certos que apesar do desanimo não pretendemos desistir nunca (e olha que somos chatos, pra fazer a gente desistir de algo tem que ser, pelo menos tão chato quanto nós e isso é difícil de se achar por aí). Só não esqueçam que em janeiro o site sai, hein? www.feiramodernazine.com, tá chegando!!!
Milk and Tosast
21/11/2004
Convés (Niterói/RJ)
ANALEMMA DIGITUS INFAMIS VÍCIO DE JANE ANIMA
Tarde cinzenta de domingo em nossa querida Niterói e meio as comemorações (como se o underground daqui tivesse algo pra comemorar...) de mais um aniversário da cidade um show no Convés, um dos poucos espaços abertos para o underground por essas bandas. Um evento gratuito em uma praça mais ou menos np mesmo horário dava a entender que a galera não daria as caras por aqui. Não foi bem isso. Pelo menos não foi exatamente isso...
É verdade que não havia praticamente ninguém quando a primeira banda, Ânima, subiu ao palco para seu primeiro show. Os caras mostraram sons de Silverchair, Alice in Chains e afins. A banda ainda contou com a participação do vocalista da Digitus Infamis em dois sons.Quem foi prestigiar os caras parece ter curtido. Pra um primeiro show ta dentro do que se espera. O público começou a chegar um tempo depois, quando a segunda banda da noite já estava no palco. O nome diz tudo: Vicío de Jane, praticamente um tributo ao Janes Adiction. Banda, aliás, que eu adoro e dificilmente vejo gente fazendo covers por aqui. Boa banda, show correto. Já com uma galera em maior número, porém longe do ideal, o Digitus Infamis subiu ao palco pra uma enxurrada de covers de New Metal. Gosto pessoal à parte, fizeram uma apresentação também correta. Lógico, agradaram o público que por aqui parece só conhecer esse tipo de coisa. A Analemma foi a encarregada de fechar a fatura com Foo Fighters e afins.
Numa tarde cinzenta, bem do tipo nada pra fazer, a galera podia ter dado o ar da graça. Quanto as bandas, um destaque a Vício de Jane pelo fato de resgatar o Janes Adiction. A lamentar a falta de trabalhos próprios. Talvez pelo fato de as bandas serem compostas em sua maioria por uma galera nova (o que não quer dizer nada também, né?). Meio que, ao menos quem já vivenciou outras épocas por aqui, sente como se tempos bem mais interessantes não fossem voltar nunca. Em todos os sentidos. Tipo, um gosto amargo ou uma saudade de se poder sair de casa sem saber o que se ia ver no placo. A curiosidade de ver algo novo, fazer novas amizades, enfim, isso já passou por aqui e não deve voltar tão cedo. Mas o que fica claro é que o cenário daqui continua indo ladeira abaixo e ninguém parece estar muito preocupado com isso. Uma pena.
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
19/11/2004 00:58
Olá pessoal! Desculpem pelo sumiço. É que estamos bastante ocupados preparando o site e a edição de aniversário do FMZ, que sai em Janeiro. Por isso rolou esse tempo todo sem resenhas por aqui. Mas aí vão as do total Chaos e da segunda edição do Rock Session. Aproveitando: Obrigado, de coração, as bandas e pessoas que foram até o CPI pra prestigiar o evento. A chuva não colaborou, mas mesmo assim tentamos fazer o melhor possível. Ano que vem tem mais! E em Janeiro confiram: www.feiramodernazine.com
Total Chaos
29/10/2004
CPI do Rock (São Gonçalo/RJ)
ALVO SUBURBANO INDIGENTES GAROTO PHETO
Festival punk Rock no CPI do Rock, em São Gonçalo. Sendo que o espaço já entrou em contagem regressiva pra fechar suas portas, era de se esperar que no mínimo a galera quisesse aproveitar os últimos suspiros de vida inteligente no local e abarrotassem o lugar de gente. Pena que estamos no eixo Niterói - São Gonçalo, onde o pessoal prefere dar grana pra banda cover que apoiar quem tentar fazer algo realmente interessante. Fazer o que, né?
Com o lugar praticamente vazio os cariocas do Alvo Suburbano subiram ao palco pra começar os trabalhos. Guitarra e batera (isso mesmo, só dois no palco) seguram a onda tranqüilamente e fazem um punk/hc bacana. Banda tocando pra banda? Mais que isso: Banda agitando pra banda (se o público não faz a parte dele...). Bom show. Algum tempo depois foi a vez do Indigentes subir ao palco. O punk tosco dos caras pôs os presentes pra agitar e cantar junto. O destaque vai, e nem podia ser diferente, para o batera Alberto que desabou da bateria sem a manor cerimônia (coisas que acontecem...). O mesmo Alberto permaneceu no palco para o show de sua outra banda, Garoto Pheto. Muito legal, na minha opinião o melhor show da noite. Os caras cruzam punk Rock, Rock nRoll e pitadas de Rockabilly. Sons próprios e bem legais.
Mais ou menos isso aí. Mais um espaço que vai fechar suas portas e o maior interessado, ou seja, o público parece não estar nem aí.... Quem perde somos todos nós. Parabéns a organização por tentar fazer algo interessante na noite de São Gonçalo e um puxão de orelha pra galera e pra bandas que tinham seu nome no cartaz e ao que parece não apareceram nem deram maiores explicações. Assim, complica pessoal.
Rafael A.
Rock Session
7/11/2004
CPI do Rock (São Gonçalo/RJ)
FUNGUS & BACTÉRIAS PLEBEUS URBANOS ACRÁCIA ARCADE SUB-TRAÍDAS FRONTAL
Pois não é que choveu tudo que tinha pra chover nesse fim de semana. E mesmo assim a galera do Feira Moderna bateu o pé realizou mais uma edição do Rock Session no CPI do Rock. Aliás, a última por lá, já que o lugar fechará suas portas em breve. Que bom que teve show, senão eu teria largado minha cama quente e partido pra São Gonçalo por nada. Mas o que interessa aqui é o show, não é mesmo?
Quando cheguei ao CPI do Rock a primeira banda, Plebeus Urbanos, de Osasco, já havia começado seu show. Gostei muito do pouco que pude ver. Uma excelente banda, ao vivo a banda cresce e fica até melhor que no cd. Punk Rock de primeira! Em seguida meus camaradas do Fungus & Bactérias subiram ao palco pra fazer o que seria o último show com o vocalista Cláudio. Cogumelos Amarelos, Eu não acredito em Duendes, enfim. Fizeram um senhor show. Os caras tocaram com vontade e agradaram o pouco público presente. Na minha opinião o melhor show da noite! Depois foi a vez das meninas, também de Osasco, do Sub-Traídas subirem ao palco e fazer um belo show. Destaque para o cover de Desequilíbrio que elas levaram. Logo em seguida foi a vez do hardcore berrado dos gonçalenses do Frontal. Desaconselhado para ouvidos sensíveis. Em seguida foi a vez do punk Rock do Acracia, a banda de Osasco que até então era uma incógnita surpreendeu com um bom show. Quem fechou a noite foi a galera do Árcade,a garotada faz o que chamam de hardcore emo (não é do meu tempo) e foi uma pena não ter podido ficar até o final.
Apesar de ter chovido tudo que podia, e do local do show ter ficado sem teto (isso mesmo) faz um tempinho, foi mais uma noite agradável regada a muita cerveja gelada. E pra quem ta curioso em saber quem é o Tio Satan: Vão ter que comer muito feijão com arroz até descobrir. Fiquei quietinho no meu canto sem aparecer e no final passei desapercebido no meio da galera. Vida longa ao Rock Session!
Tio Satan
enviada por Feira Moderna Zine
29/10/2004 05:28
Pois bem galera, no último fim de semana não rolaram resenhas por aqui. Semana quem vem novas resenhas entrarão, confiram.
Seguinte: Em janeiro nosso site vai pro ar, ok? Agora é certo. A partir de janeiro nosso endereço na web é: www.feiramodernazine.com É verdade, faz tempo que estamos devendo isso pra vocês, né?
E agora no finalzinho de outubro sai o FMZ#11. Que trará entre outras coisas: Food4life, Quaterna Réquiem, Frontal, Real Sociedade, Uzômi, enfim, uma penca de troços como de costume. E sem perder o pique, no primeiro trimestre de 2005 a edição de 3° aniversário vê a luz do dia. Prometemos caprichar, ok?
Por hora é isso. Fiquem ligados que semana que vem voltamos com mais resenhas de shows por aqui,ok?
Abraços,
Rafael A. e Feira Moderna Zine
enviada por Feira Moderna Zine
19/10/2004 06:33
Fala pessoal! É o seguinte: em Janeiro o site do FMZ volta pro ar com um monte de coias bacanas. Pra começar: Todo mês teremos uma entrevista exclusiva com um nome do undeground, colunas, resenhas de shows e cobertura de eventos, além de poesias, matérias, textos, hqs, enfim, tudo que se tem direito (e o espaço sempre aberto para a participação de vocês, né?). Aguardem. Pois bem: Eu preferia não ter que dizer isso, mas rolou na última sexta feira, no Garage, o último show do Solstício... Uma pena mesmo,. Confere aí como foi:
Rio de Janeiro Hardcore
15/10/2004
Garage (Rio de Janeiro / RJ)
TE VOY A QUIEBRAR SENTENÇA ITSARI DISISPERO SOLSTÍCIO
Noite de sexta feira que certamente entra para a história do Garage e por tabela, para a história do underground carioca. Só pra se ter uma idéia: Antes mesmo do show começar já rolava uma aglomeração considerável em frente ao espaço na Rua Ceará. Teve até uma galera de Barra Mansa que veio prestigiar o evento. Não, não iria rolar nenhuma banda gringa ou algo do tipo. O que estava pra rolar era o show de despedida da banda cabofriense Solstício. O fim já anunciado enfim havia chegado. E antes de mais nada: Vai fazer uma senhora falta.
Pois bem. Quem subiu primeiro ao palco do Garage nesta data tão singnificativa foi o pessoal do Te Voy A Quiebrar (ainda vou descobrir em que idioma as músicas dessa banda são cantadas...). O som grindcore com altas influências de death e afins agradou a galera que prestigiou o show desses cariocas do início ao fim. Logo em seguida foi a vez dos capixabas do Sentença mostrarem seu punk/HC de primeira com trechos mais cadenciados que lembram, de longe, um pouco o Suicidal Tendencies (mas é só um pouco mesmo, hein?). Itsari, de Friburgo mostrou seu Hardcore com pitadas de alterna e parece ter sido aprovadíssimo pela galera que curtiu o show dos caras. Disispero chega com seus vocais berrados e som na linha grind/ crust.
E enfim chega a hora que, siceramente, eu preferia que não tivesse chegado: Solstício sobe ao palco para seu último show. O que dizer? Arrasador, insano, inesquecível, perfeito.... É, foi tudo isso e mais um pouco... Os caras tocaram todu que se espeva deles e tudo com uma vontade fora do comum. Ao menos era a impressão que se tinha ao sentir a reaqção da galera que cantou, berrou e se emocionou junto com a banda. No final, palco tomado pela galera, mosh, e as vozes de cada um dos presentes gritando: Perseverança.... Honestidade....Convicção, no meu caminho! E o Solstício sai de cena.
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
15/10/2004 02:48
Olá para todos! Desculpem o atraso aí, ok? E o último fim de semana até que foi, em termos de shows, bem bacana... Desde show no metrô, até Dead Fish e Sugar Kane na Taquara. Sem contar a passagem de FDS e Sistema Sangria por terras cariocas, diretamente de Sampa. Maiores detalhes a seguir (até semana que vem... calma que o site tá chegando...):
Mix Marcas
8/10/2004
Metrô Estação Carioca (Rio de Janeiro/RJ)
FARSANTES THE YELLOWGREEN
Imagina só. Você indo, ou voltando, da aula, ou trabalho e quando chega na estação do metrô dá de cara com um palco e uma banda levando som. Seria o fechamento perfeito pra uma semana chata, né? Pois bem, o pessoal que passou pela Estação Carioca teve esse privilégio. Exatamente. As bandas Farsantes e The Yellowgreen animaram a volta pra casa de quem dispensou alguns minutos de seu retorno ao lar dessa sexta feira de sol no centro do Rio.
O evento faz parte de uma espécie de feira intineirante, chamada Mix Marcas, que ainda vai rodar outras estações do metrô até o final do ano. No palco: Com um atraso no mínimo considerável (que bom, pois deu tempo pra eu chegar...) o show começou com a banda Farsantes subindo ao palco. Com um repertório bastante variado, que ia de covers de Oásis e Blur a sons próprios a banda fez uma apresentação competente. As próprias tem um que de Hard Rock, com um pé no britpop. Ao que parece, o show da banda foi interronpido devido a problemas com a organização. No entanto fizeram um bom show. Em seguida foi a vez dos friburguenses do The Yellowgreen atacaram com seu alternativo a lá Smashing Pumpkins. Sons do cd e coisas até então sem registros juntaram-se a um cover do próprio Smashing Pumpkins e resultaram em uma apresentação excelente. O único porén fica por conta do som que estava baixíssimo (olha aí os problemas com a organização). Mas a banda sobressaiu a esses problemas e como disse, fez um excelente show.
Por fim: Uma ótima iniciativa que esperamos sobreviva. Claro que curiosos sempre param pra dar uma olhada. Quanto ao público mesmo: Parece que a galera não levou muita fé, já que foram poucos os que foram até lá, visivelmente, pra conferir o evento. Rock rolando na estação do metrô? E não é que rolou?
Rafael A.
UPI apresenta:
9/10/2004
Garage (Rio de Janeiro/RJ)
FDS SISTEMA SANGRIA MÜKIRANUS REPRESSÃO SOCIAL HALÉ GAROTOS HC
Mais um evento promovido pela União Punk Inpendente carioca. Desta feita com a participação de duas bandas paulistas. FDS e Sistema Sangria vieram da terra da garoa pra três shows por terras cariocas. Um deles não pode ser realizado por a galera de SP não ter chegado a tempo, este seria na Pavuna, subúrbio carioca. No domingo seria o dia de Barra Mansa, no interior do estado.
Ta, não sou especialista em chegar na hora certa nos shows. E não foi muito diferente neste início de noite de sábado. Ao chegar no Garage, a banda Mükiranus já estava no palco pronta pra atacar com seu grindcore bem legal. A banda fez um show bacana e agradou em cheio a galera presente que agitou durante a apresentação da banda de Barra Mansa. Logo em seguida foi a vez do Sistema Sangria mostrar seu punk /hc competentíssimo num belo show. Me surpreendeu, pois no cd demo dos caras não dá pra se ter a real noção do que é a banda. Muito bom show. Depois foi a vez do FDS fazer outro senhor show desfilando seu punk/hc rápido e carregado de experiência e competência também.
E foi isso. Infelizmente não rolou show do Repressão Social, devido ao tempo que era curto (iria rolar um show metal ainda naquela noite). O fato de o evento ter começado ainda a tarde deve ter influenciado, mas a verdade é que o público não deu as caras na Rua Ceará neste sábado. Uma pena, perderam um show bem legal...
Rafael A.
Coé Veio
10/10/2004
R9 Point Fenômeno (Taquara/RJ)
DEAD FISH SUGAR KANE - FORFUN KUELA MENORES ATOS
E depois de ganhar o prêmio de revelação no último VMB e alcançar o primeiro lugar da parada, tudo isso na MTV, e com um DVD saindo do forno eis que o Dead Fish aterriza na Taquara para um show no bar do Ronaldinho.... Tá, eu também não entendi no início. Só que o tal Point Fenômeno é um espaço como outro qualquer, com bar, mesas e tudo mais. Só que não é nada do outro mundo não. Por que começou a rolarem shows por lá? Vai saber... Certo então: Dead Fish e os curitibanos do Sugar Kane juntos. É, não dava pra ser diferente mesmo...
Casa completamente tomada pela galera que horas antes já fazia uma fila de respeito do lado de fora. Mesmo com um ingresso saindo a mais ou menos quinze pratas a galera marcou presença. Ainda era claro quando o Menores Atos subiu ao palco pra começar a festa. O HC Emo dos caras agradou em cheio a galera presente que grudou os olhos no palco pra conferir a apresentação dos cariocas. Logo depois foi a vez do Kuela. O público local parece se amarrar no trabalho dos caras, já que a banda foi muito festejada e teve sons cantados pelo povo que agitou bastante no show dos caras. Sem deixar a peteca cair os curitibanos do Sugar Kane pegaram uma galera em ponto de bala e botaram o povo pra cantar e agitar. Os sons foram cantados e festejados do início ao fim do show. Bom show. E no final, Dead Fish. A banda demonstrou a competência de sempre. Com um repertório baseado do mais novo álbum, Zero E Um, os capixabas transformaram o bar do fenômeno num inferno dos mais agradáveis. Tinha gente cantando e agitando pra tudo quanto era canto que se olhasse. Na verdade, agitando até demais. Já que as PAs não agüentaram o pique da galera e teimaram em tentar fugir de perto do palco. Claro que isso gerou alguns problemas com o som e coisa e tal, mas a verdade é que no palco não havia nada que segurasse o Dead Fish. Você , Zero E Um, Senhor, Seu Troco , Afasia , enfim, muitos sons até o final absurdamente caótico com Sonho Médio. Um show pra não se esquecer tão cedo. E ainda teve o show, curto, do ForFun. O pessoal chegou atrasado mas fez um som pra quem foi até lá pra ver a banda (o correto a se fazer nesses casos).
Que show! Público na pilha pra agitar feito doido. Casa cheia e boas bandas no palco. Um detalhe legal é a faixa etária da galera que parece estar saindo de casa pra ir a show bem mais cedo que na minha época. Claro que como todo evento desse porte rolaram problemas e a organização teve de se desdobrar pra deixar tudo no esquema. Mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. E no final das contas o Point Fenômeno viu mesmo foi outro fenômeno, que se chama Dead Fish.
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
05/10/2004 02:36
Oi gente.
Semana passada não rolou atualizações por aqui, né? Mas nós não ficamos de bobeira não. Vão aí as resenhas de semana passada e desse último fim de semana. Tem desde show do Raimundos (arghh...) no Ballroom, até o show de aniversário d'Uzômi na Lapa. Que, aliás, foi bem legal. E podem aguardar que logo logo o site do Feira Moderna Zine vai voltar a funcionar, quase que com certeza em outro endereço. Mais pra frente a gente dá as coordenadas, ok?
Aí vai o que rolou por aí nos dois últimos fins de semana, então:
Tem Gente que Gosta de Barulho
24/09/2004
Centro Cultural Constituição (Rio de Janeiro/RJ)
DELUXE TRIO STAPLES RADIO-HAVANA OS INDOLENTES
Um espaço que já vem rolando faz um tempinho e eu ainda não conhecia. O Centro Cultural Constituição se mostrou bastante agradável. A primeira vista causa uma sensação estranha. Um show underground em meio a exposições de fotografias e arte em geral? Aos poucos você vai se acostumando.
Pois bem. O evento Tem Gente que gosta de Barulho levou para o palco do Centro Cultural Constituição o som de quatro bandas cariocas. A saber: Radio-Havana e Os Indolentes. Fechando o time as, já conhecidas de longa data da galera, meninas do Staples, com seu bubleggum de primeira e o som emo do Deluxe Trio (que pra quem ainda não sabe tem o ex-Planet Hemp Rafael na batera) que fechou a noite com um show altamente competente.
Faltou a galera marcar uma presença maior (ao menos quando chegamos, o público era pequeno). Mas o espaço é bem legal e esperamos que continue a rolar. Sendo que em terras cariocas ta difícil de se firmarem lugares para esse tipo de evento. Fica uma boa opção, bem no centro do Rio. É aguardar pra ver.
Rafael A.
SetemBrock Festival
25/09/2004
Ballroom (Rio de Janeiro/RJ)
RAIMUNDOS EMO. WACKY KIDS
Evento que prometia e muito, esse SetembBrock! Ao que parece a noite anterior foi de casa cheia. Tudo isso por conta de Pic-Nic, Ludov e Cachorro Grande, que parece ter feito um belo show com direito a participação de Lobão e tudo. Só que o cenário neste segundo dia parecia bem diferente. A julgar pela escalação de Raimundos, o público presente poderia ser classificado como insignificante. Mas vamos ao que interessa, né?
De cara, uma banda que durante um tempo eu julguei até ter acabado. Wacky kids! De formação nova os caras fizeram o melhor show disparado. Claro que sons como Let it Go, Wasted Time, Acho que Não Sei e a pedrada ELMO, todas do cd debut dos caras são as que seguram o show. Mas a julgar pelo que estava por vir... Sim, foi o melhor show da noite. Em seguida foi a vez do pop Rock da banda carioca EMO. Sem comentários. E fechando a noite a grande (?) atração da noite. Os Raimundos provaram que desceram a ladeira da criatividade em seus trabalhos mais recentes além de tocar todos aqueles sucessos chatíssimos e blá blá blá... Deu sono. Fraquíssimo.
Ao que parece a noite deixou a desejar em todos os aspectos. O público não deu o ar da graça. E dos três shows, apenas o Waky Kids soou interessante (quando atacavam com sons das antigas). É, uma pena.
Rafael A.
1° Festival UPI S.G apresenta: O Punk Nunca Morre!
26/09/2004
CPI do Rock (São Gonçalo/RJ)
DECADENTES DE RUA NOVA CONDUTA INDIGENTES FUNGUS & BACTÉRIAS REPRESSÃO SOCIAL PROLETÁRIO ICE EONS MATILHA
E a União Punk Independente chega a São Gonçalo. Apesar do atraso, que parece ter sido fruto de desencontros por parte da organização, o evento transcorreu sem maiores problemas.
Ao que parece nem todos os nomes listados nos cartazes de divulgação se apresentariam. Porém, Ice Eons, Lacrau, Fungus & Bactérias, Repressão Social e Indigentes superaram problemas técnicos e fizeram seu papel em cima do palco. Faltou o público marcar presença. Mas em se tratando de uma primeira edição, com certeza o festival ainda vai dar o que falar. Assim esperamos.
E o Tio Satan, só no cantinho dele, tomando uma gelada sem levantar suspeitas. Melhor assim.
Tio Satan
Show de aniversário da banda Uzômi
1/10/2004
Tá Na Rua (Rio de Janeiro/RJ)
UZÔMI APALMERABANANERA REPÚDIO NEGA ODETH DEKADÊNCIA COISA RUIM
Pois é, não é? Nono aniversário dUzômi. E o palco da festa de aniversário deste ano é o Tá Na Rua. Lugar muito legal localizado na Lapa, coladinha ao centro do Rio. Cara, fazia um tempo que não conferia um show dUzômi e tava muito curioso pra ver como os caras estavam. Mas vamos por partes.
Primeiro é legal frisar que as bandas de abertura cumpriram seu papel muitíssimo bem. O Grindcore deu o tom da noite. Apalmerabananera, Repúdio, Dekadência, enfim, todos fizeram ótimos shows. Lá pelas duas e tanto da madruga, com casa cheia e temperatura lá no alto, Heron & cia. tomam seus lugares no palco e dão início a mais um massacre (só pra variar, né?)! Caótico, insano, apocalíptico, doentio... É, é mesmo a melhor banda carioca em atividade, sem sombra de dúvidas. Com um absurdo de cd lançado recentemente via Anti-Discos, os caras promoveram o caos com sons novos como Freak Show, âmbar, catalepsias, zombification e os crássicos absolutos For Fun, Na Roda e Califórnia. Fala sério! Aquilo não era uma roda, era a sucursal do inferno!!! Nota mil!!!!!
Não tem jeito, os anos vão passando e a banda vai ficando ainda mais matadora em cima do palco. A casa estava simplesmente abarrotada de gente e quem agüentou o calor insano que fazia lá dentro até o fim não se arrependeu. Que venham mais nove, dez, quinze anos!
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
21/09/2004 16:58
Olá para todos aí!
Cara, o fim (?) de semana começou cedo. Já na quarta feira teve Underground Social na Fundição Progresso. Rock Beach na sexta... Um mimo nosso aqui pra vocês: resenha do show do Dance Of Days no Hangar 110 sábado retrasado. Não podemos deixar de agradecer a galera de Barra Mansa, onde estivemos no sábado pra conferir o London Calling. Valeu pela receptividade e principalmente pela acolhida (meninas do Chato Zine). Tudo muito legal mesmo!... Só que nem tudo é festa, né? Mais um Ramone se foi...
Underground Social
15/09/2004
Fundição Progresso (Rio de Janeiro/RJ)
SOLSTÍCIO CONFRONTO DJANGOS MARCELO YUCA
E fazia tempo que eu não pisava na Fundição Progresso. A última vez que estive lá foi pra ver UK Subs, da Inglaterra, junto com o Cólera. Legal voltar, ainda mais em um evento comprometido com ongs e questões sociais. Teve de tudo: Arte circense, duelo de MCs, djs... E bandas!
A primeira a subir no palco (E eu não perdi a primeira! Incrível!) foi a cabofriense Solstício. Fazendo seu penúltimo show. Uma pena. No palco? Hardcore competente, muitíssimo bem executado. Arrasador! Sons cantados em coro pela galera que chegou pra frente pra conferir uma das melhores bandas do Rio de Janeiro. Logo em seguida, outra pancada! Confronto. Os caras mostraram seu metalcore (Que seja, mais um rótulo...) pra uma galera que cantava e berrava cada frase, cada verso. Ótimo show! A noite ainda contou com show da banda Djangos e discotecagem de Marcelo Yuca.
Levando em consideração que tratava-se de uma quarta feira, o público foi no mínimo excelente. Teve galera pra curtir tudo que rolou. Cada um na sua, e sem stress. E isso é bom. Nem poderia ser diferente em se tratando de um evento comprometido com causas nobres, como foi esse. Ponto pras bandas, pro público, pro evento, enfim, bem legal!
Rafael A.
Rock Beach
17/09/2004
Mourisco (Rio de Janeiro/RJ)
CARBONA LEELA RAMIREZ SUPERTRUPHO
Evento com uma senhora estrutura esse Rock Beach. A parada teve desde djs, espaço para a galera andar de skate e grafitar até muro de escalada. Tudo com o visual da Praia de Botafogo de um lado e o Pão de açúcar do outro. Pois é, né? Mas teve som também! Vamos então as bandas que passaram pelo palco do Rock Beach.
De cara, quem subiu ao palco pra dar início aos trabalhos foram os caras do Carbona. Abrindo com Meu Primeiro All Star, os caras passaram por sons do álbum mais recente, taito Não engole fichas, e coisas mais antigas. Dentre os sons que rolaram estavam Casaco Azul e a versão para Rock Away Beach lembrando a morte de Jonny Ramone. Logo depois foi a vez do Supertrumpho. O hardcore meio melódico, meio emo dos cariocas segurou a atenção da galera. Principalmente no pout-purrit com direito a uma do Bad Religion. No fim do show dos caras rolou o lançamento do primeiro vídeo clipe da banda. Em seguida o Ramirez fez um bom show, desde a introdução com uma cara meio Rock Inglês até as melodias a lá Los Hermanos. Bom show. Quem fechou a noite foi a também carioca Leela. Bianca Jhordão & cia. mostraram a competência de sempre e fizeram a alegria de quem ficou ata o final pra ver a banda. E ao que parece o cd da banda ta pra sair.
Pois bem. Evento, como disse, com uma senhora estrutura e bem organizado. Faltou o público marcar uma presença melhor. Já qu pelo evento e divulgção esperava-se bem mais gente. É esperar para quem venha um próximo.
Rafael A.
Infos: www.rockbeach.cjb.net
London Calling
18/09/2004
Espaço Cultural Comunidade Universitária (Barra Mansa/RJ)
NEW FORM MOPTOP 8MICROWAVE
O London Calling é um evento que já está meio que espalhando seu nome Rio de Janeiro afora. Já tinha ouvido falar e tava afim de conferir uma edição. E não é que rolou? É isso mesmo: Povo (?) do Feira Moderna Zine em Barra Mansa pra conferir esta edição do London Calling.
Os primeiros a pisar no palco foram os locais do New Form. Pancadaria bem bacana com influências de grind e crustcore. Bem bacana! Os cariocas do Moptop vieram logo em seguida e fizeram, pra min, o melhor show da noite. O som dos caras transita entre o indie e o pós-punk e a banda parece ter muitas influências de The Strokes. O ponto alto ficou por conta da versão dos caras para In Between Days do The Cure. Muito bom show! Quem fechou (parcialmente) os trabalhos foram os também cariocas do 8Microwave. Os caras fizeram um bom show. Mas a roda esquentou mesmo com os covers de Ace Of Spades do Motorhead, Kerosine do Bad Religion e na homenagem a Jonny Ramone.
Oficialmente o show tinha acabado, mas ainda sobrou tempo para dois show relâmpagos das ótimas Speak Nine e Damian e uma jam com gente de uma penca de bandas, tocando vários sons dos Ramones. Legal demais! Cidade bacana, casa cheia, galera maneira, cerveja gelada, enfim, nota 10!
Rafael A.
Info: londoncalling@cbgb.net
E vai aí o que rolou na última passagem do Dance Of Days pelo Hangar 110:
05/09/2004
Hangar 110 (São Paulo/SP)
NEUTRAL - LEVEL NINE FULLHEART DANCE OF DAYS
Domingo de tempo levemente nublado em SP, ainda meio cansado da balada louca de sábado, chego ao Hangar 110 por volta das cinco e meia, seis horas da tarde, e já era possível ver uma quantidade significativa de pessoas na fila para adquirir seus ingressos para o show. Depois de algumas cervejas e um bom papo no bar, eis que entramos no show.
Chego e o show havia acabado de começar, estava ao palco o Neutral. A banda tem um som baseado no hardcore melódico, com algumas pitadas de emo, onde talvez Cpm 22 e Aditive sejam claras influências. Música boas e alguns refrões marcantes fazem desta banda uma promessa. No final do show levaram Você, última música de trabalho do Dead Fish.
Depois de se passarem alguns minutos, sobe ao palco o Level Nine, que teve seu cd Sobre Retratos e Histórias... lançado recentemente pela One Life Recordings. O show começa e já podemos ver que a banda já tem um bom público, e a galera já canta junto algumas músicas da banda, logo de cara percebemos uma boa influência de Thrice, e umas passagens mais pesadas/cadenciadas, tudo muito bem tocado e com o vocal muito agradável. Destaque para o carisma do vocalista com o público, que interage de maneira eufórica.
Finalmente chega a hora do show que eu mais esperava. Depois de lançar o seu primeiro full lenght A Meta, o Fullheart já é pra mim uma das melhores bandas nacionais com suas letras marcantes e sonoridade própria. A banda abriu o show com Duelo de Egos acordando todo mundo e mostrando a que veio. O show segue insano com muitas músicas de seu novo disco destacando O Lúdico, o Autoritário e o Polêmico e músicas do primeiro EP, principalmente quando se escuta os primeiros acordes de Algo Sobre Nós que é logo seguida de Sonhos Vazios de Preenchimento. O Hangar tremia quando a banda executa com maestria Revisando Conceitos, música que deu origem ao primeiro clipe da banda, além de outras músicas de A Meta podemos destacar o petardo Inferno e Distância. A banda encerra com Carta a Um Amigo e sai do palco deixando todos com um gostinho de quero mais.
O Dance Of Days, banda esperada pela maioria presente, sobe ao palco aclamado, e com um set list bem variado com músicas deseus últimos cds. Com o público nas mãos, Nenê Altro & Cia comandavam o show com músicas como Adeus Sofia, Balada do Corcel Verde Velho, Nos Olhos da Guernica entres outras. Músicas já conhecidas se alternavam com músicas novas, num show longo, mas nem um pouco cansativo para os fãs presentes. Minha maior surpresa foi ouvir Left, a única de seu EP de estréia 6 First Hits que foi executada. Um set grande, tocaram mais de 25 músicas, e não perderam o pique quando tiveram uns pequenos problemas com o som. Correção foi um grande destaque e ponto alto do show, junto a músicas como Se Essas Paredes Falassem e Tochas Para Joana. Mais uma vez a banda mostra que tem um grande público e que está aí para ficar.
Rômulo Natan
enviada por Feira Moderna Zine
14/09/2004 15:56
Olá para todos! E não é que todo mundo resolveu fazer show no 11 de setembro? Pois é. Teve de tudo em uma penca de lugares diferentes. Desde experimentos musicais no Méier até a volta do Bedrock. E esses foram os que conseguimos ver. Teve muito mais coisa rolando em diversos pontos do Rio de Janeiro e Brasil afora também. Como o espaço é curto (e provisório, não esqueçam) vão aí alguns lugares onde conseguimos estar presentes:
A Insanidade voltou!!
11/09/2004
Outside cds (Rio de Janeiro/RJ)
PESADELO PORTÁTIL
Tarde tranqüila e sossegada no Méier... Nem tanto. Ao menos pra quem bateu ponto na Outside cds. A bola da vez? Pocket show com o projeto Pesadelo Portátil. É claro que no palco (?) improvisado não faltaram cartazes pouco elogiosos a figura do retardado que atende pelo nome de George W. Bush. Numa data dessas nem poderia ser diferente.
Voltando a parte musical: Pelo aparato montado podia-se ter uma idéia do que estava por vir. Teclado, toca-discos... E um dragão chinês! Pois é. Um dragão chinês aguardando o momento de ser sacrificado. O que dizer? Uma ducha de sons, freqüências, ruídos, enfim. O planejado e (porque não?) o inesperado. Diante de uma platéia atenta, sons iam sendo amontoados, construídos e desconstruidos. Caótico, insano... E o dragão chinês... Ali, aguardando... chegava a hora.
E foi isso: em meio a uma tarde cinzenta, calma, comum, o caos. Interagindo não só com os presentes ali na Outside, mas com todos que estivessem passando pela rua ou em seus lares, desprotegidos, iguais ao dragão chinês...
Rafael A.
O vespeiro apresenta
11/09/2004
Baratos da Ribeiro (Rio de Janeiro/RJ)
SOMTOMÉ RADIOKAUS
Mais um evento rolando nesse 11 de setembro. Agora, o cenário é o sebo Baratos da Ribeiro em Copacabana. Mais um espaço no rio de Janeiro onde dá pra achar, além de livros, vários vinis legais e raros. Vale muito a pena dar uma vasculhada por lá.
E por volta das seis da tarde a banda Radiokaus deu início aos trabalhos. E o som dos caras faz jus ao nome. Notam-se influências que vão do britpop de um Blur, por exemplo, até o Combat Rock do (crássico absoluto) The Clash. Um show legal que, devido à longa duração, no final soou meio cansativo. Mas nada que tire os méritos do Radiokaus. Lançando o cd América Eldorado, o Somtomé fez um ótimo show, e embora o América no nome do cd, assim como sua antecessora, o Somtomé tem seu som calcado no rock inglês. De Stones a The Verve, passando de leve por My Blood Valentine. Também rolam coisas, aqui e ali, de bandas badaladas do atual cenário europeu.
Saldo mais que positivo na Baratos da Ribeiro. Um bom público compareceu e encheu tanto a loja quanto à calçada, de onde se via a banda de uma forma bem peculiar por trás (no bom sentido, hein?). Bem legal!
Rafael A.
O Retorno
11/09/2004
Bedrock (Niterói/RJ)
GERAÇÃO PERDIDA FECAL CORBORATION FREAKY INSIDE OUT
E não é que o Bedrock voltou? Pois é. Nesse 11 de setembro em que todo mundo resolveu fazer show por aí um dos espaços mais importantes do underground de nossa querida Niterói voltou a abrir as portas para os bons sons! Faltou a presença da galera que infelizmente, compareceu em número pequeno demais visto a importância da data (na minha opinião era sim, uma data importante). Que seja, né?
E a honra de abrir a noite ficou por conta dos estreantes do Geração Perdida. Punk Rock 77 recheado de covers de Dead Kennedys, Ramones e até Zumbis do Espaço (muito legal!). Sendo que era o primeiro show dessa garotada: Muita água ainda vai passar por debaixo dessa ponte. Sorte pra eles! Em seguida foi a vez do Fecal Corboration. Tentando explicar a parada: O vocalista, tecladista, programador (e por aí vai...) era vocal de uma banda cover de Napalm Death... já viu, né? Em meio a samplers e berros de todo tipo, batera e baixo sentando a mão em uma pancadaria de doido. Em seguida foi a vez do Freaky mostrar seu metalcore com pitadas de nu-metal e riffs a lá Pantera. Bom show. Em seguida a banda Mandarck lembrou o 11 de setembro jogando singelos aviõezinhos de pepel na galera. E após a introdução com Boom do SOAD seguiram com repertório na mesma linha. E ficou pro pessoal do Inside Out a missão de fechar a noite.
E não é que voltou mesmo? Acho que nem vale ficar falando disso: Mas que foi bem legal pisar no Bedrock, de novo, depois de tanto tempo, isso foi. Faltou a galera que, até pelo fato de na época em que rolava show por lá direto a maioria sequer saía de casa, não marcou presença como deveria. Só pra variar, em se tratando de nossa querida Niterói...
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
08/09/2004 02:17
Fim de semana bem legal esse: Solstício e Kombi detonando no SG Rock, galera marcando presença na primeira edição do Rock Session, enfim... Bem legal. Confere aí o que rolou:
Seres Operando Matéria
3/09/2004
Plano B (Rio de Janeiro/RJ)
ZMARFAUST LAVA JATO GIRAKNOB KKFS
Mais um evento movimentando o sebo Plano B, na Lapa. Antes de mais nada vale frisar que o Plano B é um espaço altamente indicado para quem procura raridades em vinil. Tem muita coisa legal. E eu, enquanto colecionador modesto de vinis, ficaria ali a noite toda revirando aquele monte de discos legais que tem por lá. Mas vamos, afinal, ao evento.
O cartaz dizia: Seres Operando Matéria 3 Seres interagindo em uma composição em tempo real. E é isso mesmo que você acabou de ler. Tratavam-se de três projetos: Zmarfaust, Lava Jato e Giraknob.Os três compondo ao mesmo tempo, juntos, ali. Diante do público que tratou de se acomodar e encher as dependências do Plano B para presenciar uma enxurrada de sons que, em sua loucura, faziam sentido. Música eletrônica, psicodelia e tudo mais que viesse à mente daqueles caras. Que estavam ali dando uma amostra de sua arte, criando, se expondo, enfim. Guitarra, violino, mixer, efeitos de todos os tipos, tecaldo e imaginação.
Rolou ainda dicotecagem à cargo de KKFS. Quem se dispôs a ir até o Plano B e viajar na música que era construída ali, na hora, não se arrependeu. Eu, muito menos. Excelente.
Rafael A.
infos: planoblapa@yahoo.com.br
São Gonçalo Rock
4/09/2004
Bar do Blues (São Gonçalo/RJ)
PHOBIA SOLSTÍCIO A KOMBI QUE PEGA CRIANÇAS - + BANDAS COVER
Pois bem. Evento que contou com uma senhora divulgação (até na tal rádio cidade rolou chamada) este SG Rock. E deu muito certo por sinal. Lá pelas onze e mais alguma coisa da noite o Bar do Blues estava completamente lotado. E como tinha gente do lado de fora! Quanto às bandas? Vamos por partes, ok?
Quando entrei no show, sempre atrasado, a que acredito ter sido a primeira banda estava terminando seu show. O som? Black Sabbath cover. Logo em seguida foi a vez de um Guns N Roses cover. Até então estava entretido com minha cerveja lá atrás sem dar muita atenção pro que rolava no palco. E assim continuei na atração seguinte, visto que tratava-se de saco de gatos que ia de Silverchair a SOAD. O povo vai a loucura. Fazer o que, né?
Pronto. Solstício no palco! A competência de sempre desta banda de Cabo Frio que, infelizmente, deve encerrar atividades. Metalcore (e lá vem rótulo), agressividade, letras conscientes e contundentes, enfim, ótima banda e excelente show. Até que enfim alguém com trabalho próprio pra mostrar por aqui, né? E tinha mais. Com o jogo na mão entra em campo A Kombi que Pega Crianças! Hardcore a lá No Use for a Name & cia. As letras bem sacadas e os sons já conhecidos da galera de longa data garantiram, sem dúvida, o melhor momento da noite.
A banda Phobia se encarregou de fechar a pra uma galera que ficou e prestigiou o bom show dos caras. E foi isso. Gente saindo pelo ladrão em um evento com uma estrutura bacana. Só vamos ver se, derepente, no próximo rolam mais bandas com som próprio, né? Por hora, saldo positivo.
Rafael A.
Rock Session
5/09/2004
CPI do Rock (São Gonçalo/RJ)
FUNGUS & BACTÉRIAS MIDAS LUA NEGRA O INCRÍVEL MART NOVA CONDUTA SHE SCREAMS! ESPAÇONAVE
E cá está o Titio Satan em mais um evento do Feira Moderna Zine. Sendo que é tão difícil esse povo organizar um evento, não dava pra perder mesmo. O público no CPI do Rock foi muito bom. Até por ser noite de domingo e a galera estar meio que de ressaca do São Gonçalo Rock, que lotou o Bar do Blues uma noite antes.
A primeira banda da noite foi a Lua Negra. Heavy Metal tradicional da melhor qualidade diretamente de Niterói Também de Nikiti, o Fungus & Bactérias veio em seguida. A banda do meu amigo Welber e do sr. editor Rafael A. fez um bom show mesclando coisas antigas e sons novos (e não é que os caras abriram direto com o crássico Cogumelos Amarelos?). Logo depois foi a vez do pop Rock da banda Midas. O ponto alto foi a versão para uma música da Pitty apresentada pelos caras.
Sem dúvida o melhor show da noite! Nova Conduta. Não conhecia a banda e fiquei impressionado com o hardcore dessa banda de São Gonçalo. Logo em seguida foi a vez da banda O Incrível Mart, com cd no forno, brindar o público com seu som alternativo. Uma das atrações mais esperadas da noite, as garotas do She Screams! Seguraram a galera na frente do palco com seu hardcore a lá Dominatrix, muito bom show. E fechando a noite a turma do Espaçonave fez um bom show e segurou parte da galera, que ficou até o final.
Bom show, bom público e o tio Satan aqui quietinho na mesa. Só levantando pra pegar uma gelada e tomando o maior cuidado pra não ser descoberto. Hora de ir, amanhã é dia de acordar cedo.
Tio Satan
infos: latitudezerodistro@hotmail.com
Rock 7
6/09/2004
Quadra do Sossego (Niterói/RJ)
Véspera de feriado. E pra quem não achou o fim de semana suficiente: ROCK 7, na quandra do Sossego. Clube localizado no Largo da Batalha. Uma penca de bandas tocando numa segunda feira? Sendo que é véspera de feriado... E mesmo que não fosse, né?
E o público saiu mesmo de casa! Por volta das nove da noite, quando a primeira banda subiu ao palco, o público já era satisfatório. E com o andar dos ponteiros a coisa só melhorou. Que bom, né? No palco tinha de tudo um pouco. Desde o som a lá Raimundos da garotada do Z Cats, que além de covers da banda brasiliense também mostrou sons próprios. Até o death metal do Inkisição. Passando pelo pop Rock do Casavelha e o Brock 80s do MAFIA. Enfim, teve de tudo pra todos os gostos.
Claro que faltaram, e isso não é exclusividade do Rock 7, mais bandas com trabalho próprio. Mas a coisa aqui por Niterói anda tão devagar que nem dá pra pedir muito, né?Outra coisa interessante é a faixa etária do público. Bem baixa. Seria a tal da renovação? Sendo que estamos em Niterói... Melhor nem se empolgar muito com nada. E um detalhe: Por incrível que pareça quebramos o tabú e chegamos em um evento a tempo de conferir a primeira banda.
Rafael A.
enviada por Feira Moderna Zine
01/09/2004 04:58
Fala aí Galera! Beleza?
É complicado. mas viver no Rio de Janeiro é complicado pra quem curte o underground. Pelo menos aqui pros lados de Niterói e São Gonçalo o que tivemos no último fim de semana foi uma enxurrada de shows com bandas cover. Ou seja: Mais do mesmo. Como não partimos pra nenhum canto no Rio, está semana ficamos devendo resnhas pra vocês,ok? Semana que vem tem coisa nova sem falta por aqui,ok?
E domingo tem Rock Session no CPI do Rock, em São Gonçalo. Apareçam! Vão rolar shows com Fungus & Bactérias, Nova Conduta, Midas, She Screams!, Lua Negra e O Incrível Mart. A partir das 19h em ponto (tá, niguém leva o 'em ponto' a sério mas é nossa intenção começar na hora porque tem um monte de bandas e ´domingo).
enviada por Feira Moderna Zine
27/08/2004 02:03
E aí pessoal? Pois bem: Por enquanto é aqui que vamos divulgar as resenhas de shows. Mas a coisa é provisória, ok? É só até termos nosso site de volta ao ar. Por enquanto vão algumas resenhas que estavam pra ir pro ar caso nosso site já estivesse na ativa. E aproveitando: Gostaríamos de agradecer aos promotores de eventos que dão força ao Feira Moderna Zine.
Vamos lá então:
7º Festival da União Punk Independente contra a miséria e falta de união
Garage (Rio de Janeiro/RJ)
27/06/2004
Quatorze bandas foram convidadas para a sétima edição do Festival da UPI, mas nem todas falaram presente!. Há uma luta para firmar o Garage como point para shows nas tardes de domingo, mas infelizmente o público vem limitando-se aos integrantes das bandas que aguardavam a vez de tocar e uma galera que sempre comparece à casa de shows, que vem sendo chamada erroneamente de boite.
A banda Direito de Defesa subiu ao palco para abrir o festival e levou covers de Paralamas de Sucesso e Raimundos para um Garage quase vazio. Outra banda que marcou presença foi a Ácaros, como sempre acompanhada de seus bichinhos de pelúcia pendurados nos instrumentos, garantindo o momento de descontração para a galera que curtia o show. A turma do Vilipêndio tocou seu rock bizarro e a Fungus & Bactérias abriu com Até quando esperar, cover clássico da Plebe Rude, e agitou a galera com suas músicas irreverentes, garantindo um dos melhores momentos da noite.
Do meio para o final da noite, a casa foi ficando vazia. A penúltima banda a subir no palco, a Alvo Suburbano tocou com a casa quase vazia, mas fez um show impecável, mesmo sem a presença do baixista. Aliás, integrantes faltosos foi a tônica da noite, o batera da Repressão Social não compareceu e Júnior, batera da AS nem saiu da bateria para dar uma força para a última banda da noite se apresentar. Fecharam com chave de ouro, levando sons como Viva o Movimento Punk e Violência na cidade. Parece que a união está voltando a visitar o movimento punk!
Deise Santos
infos: www.sobradaodorock.hpg.com.br
Projeto Sound Around
9/7/2004
Studio Bar (Niterói/RJ)
INSIDE OUT ESTADO LIVRE OPALLAS A-OK - D.SAILORS NITROMINDS
Só pra constar: Continua fazendo um frio considerável em Pendotiba. Bairro de Niterói onde se encontra o Studio Bar. Duvido que esse frio, que pra min é terrível, tenha sequer incomodado os caras do D.sailors. Banda alemã que junto com os curitibanos do A-OK e os paulistas do Nitrominds eram os nomes mais aguardados da noite. Um monte de bandas, certo? Então vamos à elas.
Abrindo a noite para um público pequeno porém empolgado, a garotada do Inside Out fez um show baseado em covers de gente como Papa Roach e Deftones. Uma galera, que parecia claramente ter ido ao Studio Bar pra prestigiar o show dos caras, agitou e cantou junto. De guitarrista novo o Estado Livre fez, na minha opinião, um dos melhores shows da noite. A banda de São Gonçalo mostrou, com seu novo line up, um som mais próximo do hc emo que antes. Quem foi pra ver os caras não se arrependeu. Pulou, dançou, gritou, enfim. Belo show! Os cariocas do Opallas vieram em seguida e segurou a atenção da galera com seu som de melodias inspiradas em Los Hermanos e cacoete emo.
Diretamente de Curitiba e com cd ao vivo no forno o A-OK teve boa recepção do público e fez um show competente que pareceu agradar à galera que foi pra conferir o som dos caras. Depois da banda curitibana foi a vez da atração internacional. O D.Sailors levou sons novos e antigos e botou a galera pra agitar. O hardcore cheio de influências inusitadas soa muito bem ao vivo. Show bem legal. E pra quem estava esperando por eles... O Nitrominds desfilou a competência e a experiência que só gente com muita estrada nas costas tem pra mostrar. Sons cantados pela galera que parece ter saído satisfeitíssima.
Mas uma edição do projeto Sound Around com saldo positivo. É bem verdade que se esperava casa cheia devido ao número de atrações de fora. Mas como estamos em Niterói e aqui tudo é mais complicado.
Como disse: Saldo positivo.
Rafael A.
infos: contato@soundaround.com.br
XMusic
1/08/2004
Ballroom (Rio de Janeiro/RJ)
FORFUN LEELA CARBONA RAMIREZ SUGAR STAR
E o Ballroom vai mesmo se firmando como um refúgio para o underground da zona sul carioca. Com o desaparecimento de alguns espaços (alguns logo após serem inaugurados) a casa localizada no bairro do Humaitá vai resistindo como espaço para eventos de médio porte voltados para o meio independente. Que o diga a galera que bateu ponto neste início de noite de domingo para conferir o XMusic. Evento bem legal que além de promover shows divulga em seus panfletos e cartazes fanzines, ongs e projetos que rolam de forma independente. Ponto pro XMusic, né?
Pois bem. O público encheu a casa para conferir nomes fortes do cenário carioca. A tarefa de abrir a noite ficou por conta da banda Sugar Star. E não é que foi uma grata surpresa? Ao menos pra min, que não conhecia o trabalho da banda, a mistura de hc, partes mais pesadas e densas e momentos totalmente voltados para o alternativo agradou bastante. E a galera parece ter curtido também. Já que a maior parte do público permaneceu com os olhos grudados no palco durante a apresentação do Sugar Star. A próxima banda a subir ao palco foi a Ramirez. Com melodias que lembram, e muito, Los Hermanos a banda fez um show competente. Que agradou a galera e proporcionou as primeiras rodas da noite. Ou seja, a galera estava esquentando e afim de agitar. Nada melhor que o Carbona, que veio logo depois, pra botar o povo pra se mexer, certo? E foi isso mesmo. O som ramônico destes cariocas, aliado à competência e carisma de seu vocalista conquistaram a galera. No final, ficou claro porque a banda é uma das mais significativas do underground da zona sul do Rio. Belo show.
Se o melhor tem que ficar sempre pro final... aqui podemos dizer que, ao menos pro final, ficaram as mais aguardadas. Primeiro veio a mais que bem sucedida Leela. Bianca Jhordão & cia. fizeram a alegria da galera com seu som a lá Weezer & cia. Ltda. Os pontos altos foram as já conhecidas da galera Ver o que faço e Prato principal, cantadas por boa parte da galera. Um ótimo show! E pra fechar a que, pra minha surpresa, era era aguardada por muita gente (uniformizada, inclusive!): ForFun. A garotada agradou a galera em cheio com seus sons inspirados em Blink 182 e CPM 22 (quanto número...). Para fãs do estilo, um deleite.
Vale lembrar que que o evento contou com a participação do DJ RastaPunk, mandando som pra galera antes e nos intervalos dos shows. Saldo mais que positivo de um evento muitíssimo bem produzido e que merece aplausos. A galera compareceu e parece ter saído satisfeita. E no final, é isso o que conta, né? Parabéns à produção e que venha o próximo!
Rafael A.
infos: www.xmusic.com.br
Clube do Inferno
13/08/2004
Teatro Odisséia (Rio de Janeiro/RJ)
MONSTROS DO ULA ULA ROGÉRIO SKYLAB
E com a volta do Circo Voador é bem possível que a Lapa volte a ser um ponto de encontro do povo underground do Rio. Se bem que nesta noite tava rolando um forró por lá (com cobertura da Globo e tudo..arhg...). Mas a parada aqui é outra. Cá estamos nós (povo do FMZ) pra mais uma edição da festa Clube do Inferno. Se não me engano é a segunda. Mas o que tem de mais nessa festa? Expilco: Além de Djs e Stripper (!?!) rolam duas atrações que no mínimo despertam curiosidade. Se não vejamos:
Monstros do Ula Ula, a nova banda de Formigão (ex-Planet Hemp) e sr. Rogério Skylab. Ele mesmo! Pois bem. Tá, a maldição de não ver a primeira banda continua. Infelizmente não deu pra conferir o Monstros do Ula Ula. Mas deu pra ver que a casa estava com um bom público, além de apresentar uma estrutura muito boa (em termos de dependências, serviços, enfim).Só os preços que são meio salgados... Som rolando e de repente surge no palco a que com certeza era a atração mais esperada da noite. As vésperas de lançar seu quinto álbum Skylab e sua banda fizeram uma apresentação impecável. De cara mandaram vários sons que estarão em seu próximo álbum (Skylab V). quem já conhecia o trabalho do cara se esbaldou. Já os marinheiros de primeira viagem não fogem muito a regra: Rolam de rir e acabam entrando no clima da parada. Quanto ao som? O mesmo Rokão competente cheio de influências de mpb (a parte boa dela), funk (o de verdade) e mais algumas coisas que resultam em uma mistura no mínimo envolvente, por assim dizer. Música para Paralítico(!?!), Convento das Carmelitas, Urubu e a maravilhosa Carrocinha de Cachorro Quente fizeram a alegria da galera.....Não, eu não me esqueci dela. É é claro que Skylab também não. Moto-Serra! Cantada em coro pela galera!
Ta certo que o som não tava ajudando muito (o vocal tava bem baixo mesmo). Mas a banda que acompanha o cara compensa tudo com uma competência digna de sei lá o que. Os caras mandam muito bem mesmo. Antes de acabar: O Clude do Inferno se mostrou antes de mais nada um evento bem organizado com diversas atrações. Tinha como disse Stripper, DJs, e até uma mostra de curtas rolando no último andar. Só que uma vez me disseram que: Festa é festa e show é show. Mesmo não concordando (ou não querendo concordar) tenho de dar o braço a torcer: Muita gente saiu fora após o término do show do Skylab. O que não tira os méritos do evento. Noite bem legal.
Rafael A.
Lixomania
14/08/2004
Garage (Rio de Janeiro/RJ)
REPRESSÃO SOCIAL EUTHANÁSIA LIXOMANIA ATRITO
Mais uma noite punk no mais clássico espaço underground carioca. Desta vez a atração mais esperada é a galera de São Paulo do Lixomania. Os caras começaram suas atividades em 1978 deram uma parada em 1983 e em 2002 voltaram a fazer barulho por aí. Vale lembrar que os caras tem um sr. Reconhecimento fora do Brasil. Aliás, me foi mostrado um vinil dos caras (o primeiro lançamento de uma banda punk no Brasil) sendo vendido à R$200. e na Europa isso vale bem mais....Até no Japão os caras tem material lançado e disputado a tapa! Uma verdadeira lenda do punk paulistano que merecia uma noite de casa cheia, certo? Pena que estamos no Rio de Janeiro...
O público era pequeno quando o Repressão Social subiu ao palco para abrir a noite. De line up novo, Marcel e Gabriela são as caras novas nos vocais. O Repressão fez um bom show, com repertório baseado nos sons de seu cd Violência na Cidade. UPI, Viva o Movimento Punk e Kaos Social foram os pontos altos. Em seguida foi a vez do Euthanásia subir ao palco e fazer um belo show pra um galera maior e que já agitava à espera do Lixomania. Punk Punk!! E o cover de Garotos de Subúrbio do Inocentes foram os momentos mais marcantes da apresentação dos caras. O público havia aumentado, porém ainda estava bem longe do ideal (e merecido, pela data) quando o Lixomania entrou em ação e botou todo mundo pra pogar com seus clássicos. Um atrás do outro esses clássicos eram cantados por todo mundo que se divertia na roda formada diante do palco. De quebra, no final, rolou um cover de Quanto vale a Liberdade de outra lenda do punk paulistano, Cólera! Nem precisa dizer que a galera foi a loucura e cantou tudo do início ao fim, né? Depois do show do Lixomania ainda rolou a banda Atrito que mostrou um hardcore alternando partes cadenciadas com levadas bem rápidas muito competente. Pena que havia pouca gente pra conferir. Um belo show, parabéns pra eles!
Um senhor show e uma oportunidade e tanto de conferir uma lenda do Punk Rock que pouca gente soube aproveitar. Pra quem preferiu ficar em casa ou do lado de fora: Vale a pena fazer uma força pra entrar e prestigiar os eventos, do contrário a coisa vai acabar indo pro saco de vez. Parabéns pra direção do Garage por trazer mais um nome histórico do punk pra tocar no Rio. Que venham outros. E junto com eles o público,né?
Rafael A.
infos: www.sobradaodorock.hpg.com.br
Doméstica Distro. Apresenta:
15/08/2004
Convés Bar (Niterói/RJ)
DELUXE FILHOS DO TOTEM DANDARA SEU MADRUGA VESTE PRETO
Mais um domingo de show no Convés e mais um evento promovido pela Doméstica Distro. E o público resolveu sair de casa e proporcionar para si próprio uma noite bastante agradável (porque se o público não comparece a coisa fica bem chata, né?). Duas bandas cariocas lançando CD e uma volta (?) de uma galera já conhecida de longa data do público de Niterói. E o Filhos do Totem, que já tem um público fiel e que marca presença nos show dos caras...E a cerveja no Convés ta sempre gelada (faz diferença, sim!).
De cara a galera carioca do Deluxe, lançando seu Acelerado pôs os pés no palco e conquistou a galera com seu hardcore/emo. O power trio se mostrou competente e agradou a galera que não desgrudou os olhos do palco. Mais banda carioca, desta vez foi o povo do Dandara, lançando seu Nouvelle Vile. Mais ou menos na mesma linha de sua antecessora os caras seguraram a galera que já começava a se empolgar, por assim dizer. Em seguida foi a vez da galera do Filhos do Totem mostrar seu som a lá CPM 22 e fazer a festa do povo que foi no Convés conferir a apresentação deles. Sons do Cd dos caras foram cantados e devidamente festejados pela galera. E pra fechar a brincadeira a tal volta tão esperada. Digo tal pois ao que parece nem os caras sabem ao certo o que vai ser da banda. E os caras encontraram uma galera com saudades da banda. Uma galera que agitou cantou e se divertiu à valer co m o show da banda. De repente dá até pra pensar em voltar pra valer, né? Mas isso é com eles.
Bom show que parece ter mesmo atraído o público, visto que a quantidade de gente lá dentro era bastante grande. Mais um evento da Doméstica distro. (quem diria, né? Uma Distro. Promovendo shows aqui em Niterói Que bom, né? E olha que não é a única) . Pois bem . Foi mais ou menos isso que rolou...O tempo passa, o tempo voa... E aos poucos a tal da renovação de público, tão aguardada, vai dando as caras. Que venha, e logo!
Rafael A.
infos: www.domesticadistro.com
Rolando Na Estrada
20/08/2004
Espaço Cultural Rehma (Copacabana/RJ)
Sendo que é tão raro que abram-se espaços para artistas independentes mostrarem seus trabalhos, é sempre bem vinda a chegada de novos espaços e eventos. Nem tão novos assim, na verdade. O produtor Ricardo Loureiro, responsável pelo Rolando na Estrada, já atua no meio independente faz tempo. E faz um tempo também que o Rolando na Estrada, que também é um informativo impresso, abre espaço para artistas independentes.
Que bom. Já que o Rolando na Estrada se mostrou uma boa opção para quem se interessa pela produção artística independente carioca.. O evento aportou no Espaço Cultural Rehma, em Copacabana. E nesta edição as atrações foram os músicos Marcello Guelli e Pablo Leignier. Uma exposição de quadros a cargo de Eli Berrios e L.Oliver. Rolou ainda participações da diretora de teatro Niette de Lima e da produtora de moda Neise Nery e Sandro Bovero como convidado especial. Enfim, tinha de tudo um pouco: Música, pintura, artesanato. E o melhor de tudo, idéias. Pena que nossa sina de nunca chegar na hora nos eventos continua e perdemos algumas das atrações chegando quando uma parte do público já tinha deixado o Espaço Rehma.
Ficamos assim então: O Rolando na Estrada continua rolando lá mesmo em Copacabana. E de nossa parte resta avisar que vale a pena dar uma chegada por lá pra conferir o underground que nem sempre se toma como tal. Cultura, informção e espaços para a arte independente são sempre bem vindos, né? Nós, pelo menos, achamos que sim.
Rafael A.
infos: www.rolandonaestrada.kit.net
Hum Eletrônico apresenta:
21/08/2004
Bar do Blues (São Gonçalo/RJ)
CLUBE DA LUTA THE FEITOS CACTUS CREAM NOITIBÓ
Mais um evento promovido pela galera do Hum Eletrônico. Noite de sábado com show de bandas covers no Recreativo Trindade (clube localizado em outro bairro de São Gonçalo) e show no Bar Convés em Niterói. Pois é, né? Três eventos na mesma noite e não podia dar outra: Público dividido, público indeciso ou simplesmente em casa.
Com um Bar do Blues esvasiado, por volta da meia noite, os caras do Clube da Luta deram início aos trabalhos com seu som com cara de alternativo e afins (nem eu entendi o que eu escrevi agora...). Dando seqüência foi a vez do The Feitos subir ao palco para mostrar sua mistura de Jovem Guarda e Rock de Garagem. A banda de Niterói fez um bom show e parece, acima de tudo, ter se divertido bastante com seu próprio show. O Cactus Cream veio em segui com seu indie Rock. E embora seja uma boa banda, o show longo acabou por soar cansativo de seu meio pro fim. Fechando a noite, a galera dona da festa do Noitibó subiu ao palco e fez um show, acima de tudo, decontraído, com repertório baseado em sons de seu segundo álbum o Noitibó divertiu-se e divertiu a galera das bandas que acabou por ser o público presente.
Todo mundo se divertiu então, né? Mais ou menos. Faltou a galera que insiste em prestigiar banda cover e abre mão de conferir bandas com propostas novas, ou ao menos diferente da pasmaceira que rola por aí. No final, quem perde é o próprio público. Uma pena....E acabou que tinha uma garota pedindo pra alguém tocar Raimundos (gosto é gosto) e ninguém atendeu o pedido da moça...
Rafael A.
infos: www.humeletronico.com
Semana que vem deve ter coisa nova por aqui, ok?
enviada por Feira Moderna Zine
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